Residência no Paraguai: como funciona e quanto custa

Residência no Paraguai: como funciona e quanto custa

28 de outubro de 2026 | Dupla Cidadania

Mulher na sacada de sua residência, contemplando a paisagem urbana de uma cidade do Paraguai, com prédios, árvores e um rio ao fundo.

A residência no Paraguai para brasileiros funciona pelo Acordo de Residência do Mercosul: o brasileiro pede a residência temporária de dois anos na Direção Nacional de Migrações, com documentos apostilados, e depois pode converter em residência permanente, com taxa de 2.341.540 guaranis para a temporária desde julho de 2026.

Brasileiros entram no Paraguai com documento de identidade aceito para viagens internacionais ou passaporte, mas a entrada como visitante não concede o direito de morar no país. Para permanecer legalmente, é preciso solicitar a autorização à Migraciones e cumprir os prazos do processo.

Saber quanto custa, quais documentos apostilar e quais são as vantagens e os cuidados ao se mudar evita gastos e atrasos, e é justamente por isso que entender a residência no Paraguai é tão importante. Continue a leitura deste artigo no Certidão de Inteiro Teor e entenda todos os detalhes sobre o assunto.

Quanto custa uma residência no Paraguai?

A taxa oficial da residência temporária pelo Mercosul é de 2.341.540 guaranis desde 1º de julho de 2026, para pagamento em dinheiro, e a residência permanente tem taxa maior, citada em cerca de 2.787.550 guaranis, valores que mudam com o câmbio.

Em maio de 2026, a Migraciones informava taxa de 2.230.040 guaranis para a temporária, o que mostra que os valores são reajustados com frequência. Por isso, é importante confirmar a tabela vigente no órgão ou com um despachante antes de pagar.

Além da taxa, existem custos com apostilas dos documentos brasileiros, certidões de antecedentes criminais, deslocamentos, atestado médico em alguns casos e honorários de despachante ou advogado. Os documentos em português, emitidos no Brasil, estão dispensados de tradução para o espanhol na residência temporária pelo Mercosul, o que reduz o custo.

As estimativas de custo total variam muito entre os guias, de algumas centenas de dólares, quando o processo é feito por conta própria, a vários milhares, quando inclui assessoria, famílias maiores e outras etapas. O ideal é pedir um orçamento detalhado e conferir o que está incluído no serviço.

A residência temporária pelo Mercosul vale dois anos, e o pedido de residência permanente deve começar nos 90 dias anteriores ao vencimento

Quais documentos são necessários?

Os principais documentos são a identidade ou o passaporte, a certidão de nascimento ou de casamento com apostila de Haia, os antecedentes criminais do Brasil, o certificado de antecedentes emitido no Paraguai, o comprovante de entrada no país e a declaração jurada sobre antecedentes internacionais.

A certidão de nascimento ou de casamento deve ser original, com cópia autenticada, e apostilada por cartório autorizado ou pelo tribunal de justiça. Os antecedentes criminais brasileiros também precisam de apostila, e o certificado de antecedentes para estrangeiros é emitido já no Paraguai, pela Polícia Nacional.

Em alguns guias, também aparecem atestado médico de profissional credenciado e comprovante de endereço no Paraguai, como contrato de aluguel ou declaração de hospedagem. Como as exigências podem mudar, a lista oficial deve ser conferida na Migraciones antes de reunir os papéis.

É vantagem sair do Brasil para morar no Paraguai?

Pode ser vantajoso para quem busca custo de vida menor e impostos mais baixos, já que guias indicam alíquota de imposto de renda de até 10% e sem tributação sobre renda obtida no exterior, mas a decisão depende da renda, da família e da situação fiscal no Brasil.

Entre os atrativos aparecem o custo de vida estimado de 40% a 60% menor que o de capitais brasileiras, a proximidade com o Brasil e a facilidade do Mercosul. Também é possível manter a cidadania brasileira ao morar no Paraguai, e o processo de residência pode ser concluído em dois a três meses com a documentação correta.

Entre os cuidados estão o idioma, o acesso à saúde e à educação, a burocracia e a adaptação ao clima e ao novo país. Para deixar de ser residente fiscal no Brasil, é preciso formalizar a saída definitiva na Receita Federal, e um contador pode orientar sobre as obrigações antes da mudança.

Como posso obter residência no Paraguai?

Para obter residência no Paraguai, o brasileiro reúne e apostila os documentos, entra no país, obtém o certificado de antecedentes local, paga a taxa e protocola o pedido de residência temporária Mercosul na Migraciones, e depois pede a permanente nos 90 dias antes do vencimento.

O primeiro passo é separar os documentos pessoais brasileiros, como certidão de nascimento ou casamento e antecedentes, e providenciar a apostila. No Paraguai, o solicitante tira o certificado de antecedentes da Polícia Nacional e a declaração jurada, e agenda o atendimento na Direção Nacional de Migrações.

Depois da conferência dos documentos, o solicitante paga a taxa migratória da modalidade escolhida e recebe um comprovante de que o pedido está em andamento. A autorização temporária pelo Mercosul vale por dois anos e não pode ser prorrogada nessa mesma modalidade.

Perto do vencimento, o interessado inicia a mudança de categoria para residência permanente, com os requisitos específicos, como antecedentes atualizados e comprovante de endereço no Paraguai. A residência permanente direta, sem passar pela temporária, só existe em vias como a de investimento, que exige projeto mínimo de capital.

Também vale lembrar que a residência não obriga a abrir mão da nacionalidade brasileira, e o brasileiro continua com direitos e deveres no Brasil, como obrigações eleitorais e documentos. Quem pretende deixar de ser residente fiscal deve formalizar a saída definitiva do país e entregar as declarações exigidas pela Receita Federal.

Diante de tudo isso, fica evidente que a residência no Paraguai para brasileiros é um processo simples pelo Mercosul, mas exige documentos apostilados, pagamento das taxas e atenção aos prazos de dois anos e de 90 dias para a conversão, e que planejar os custos e a situação fiscal evita surpresas.

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